Diversão Clandestina

...e outros crimes exemplares.

Manhãs gigantescas se levantam na maresia dos abrazos rotos.
Antes que o vento derrube o vôo,
Queria te contar que o segredo da antimatéria
Nada mais é que ter areia nos dentes.
O tempo é uma ficção de mau gosto, 
a tinta derretendo na tarde de uma  banca vagabunda de jornal.
Yo lo sabia, como lo sabia. 
Os ciclos dos sois carregam navios do intangível que há em nós,
Um só corpo de palha, trançado pela adoração ao vermelho. 
Partem-se rumo ao planeta diminuto e curvado
dos deuses das pequenas mortes, 
Temperadas com canções flamencas 
dedilhadas nos cabelos de espanholas tristes.
 Por trás da criatura dócil se esconde o ser engolidor de luas,
Que ninguém advinha nem eterniza.

(Na foto: Penélope Cruz e Lluís Homar em ‘Abraços partidos’.)

Manhãs gigantescas se levantam na maresia dos abrazos rotos.

Antes que o vento derrube o vôo,

Queria te contar que o segredo da antimatéria

Nada mais é que ter areia nos dentes.

O tempo é uma ficção de mau gosto,

a tinta derretendo na tarde de uma  banca vagabunda de jornal.

Yo lo sabia, como lo sabia. 

Os ciclos dos sois carregam navios do intangível que há em nós,

Um só corpo de palha, trançado pela adoração ao vermelho.

Partem-se rumo ao planeta diminuto e curvado

dos deuses das pequenas mortes,

Temperadas com canções flamencas

dedilhadas nos cabelos de espanholas tristes.

 Por trás da criatura dócil se esconde o ser engolidor de luas,

Que ninguém advinha nem eterniza.


(Na foto: Penélope Cruz e Lluís Homar em ‘Abraços partidos’.)